Piano na penumbra

Posted in Uncategorized on setembro 9, 2010 by Ana Bárbara Sousa

Piano na Penumbra
Brenda Russel

Quando me deparo contando as horas
Nunca penso nas coisas engraçadas, que você dizia
Eu me sinto como se estivesse morto
Onde isto está me levando agora ?

Me viro no silêncio do quarto
Sabendo que é hora de tomar uma decisão
Não posso esperar mais
E estou me sentindo mais forte.

Na hora que cruzo a porta
Posso sentir sua emoção
Me puxando de volta,
De volta para te amar

E eu sei … que estou presa a um impasse
Eu choro um pouco
Quando penso em deixar tudo
Eu desisti da charada
Eu choro um pouco
Quando ele toca o piano na penumbra

Ele me abraça forte … como um ladrão de corações
Ele toca uma melodia …
Criada para me deixar sem ação
O silêncio é quebrado
Palavras não são ditas … mas …

Justamente na hora que cruzo aquela porta
Posso sentir sua emoção
Me puxando de volta,
De volta para te amar

E eu sei … que estou presa a um impasse
Eu choro um pouco
Quando penso em deixar tudo
Eu desisti da charada
Eu choro um pouco
Quando ele toca o piano na penumbra

Oxum

Posted in Uncategorized on março 23, 2010 by Ana Bárbara Sousa

Descobri em meu olhar alguém que me
vigia, cuidando do meu sono,
e me abraça carinhosamente, sem nada pedir
é a rainha das fontes, e das águas doces
que acaricia meu sonho e
faz secar o meu choro
Traga água e perfume, me veja em teu abebé

guia meus passos para tudo o que amo
levando embora meus medos e
traduzindo-me, delatando-me.
Me conheço mais, sob seu julgo…
Alegro-me com a sua presença em minha vida
sinto o seu amor, seu carinho em todos os momentos…
Mãe farta de ouro e água
traz a sua paz
Mãe rara traga sua alegria para dentro de mim
Mãe carissíma

Mãe de todos os rios
Mãe de doçura.

Sempre outono

Posted in Uncategorized on março 19, 2010 by Ana Bárbara Sousa

Agora é sempre outono, febril outono;
pedras explodem no mar da Barra
e nada é calmo
a lua sangra no céu e pesco sonhos
que já foram meus..
talvez um dia eu tenha tempo de contar a você
a última cena desse filme
um dia talvez…
quando a alegria retorne sem o seu sorriso.

Metade Pássaro (um dia um amigo me mandou)

Posted in Uncategorized on dezembro 27, 2009 by Ana Bárbara Sousa

Metade pássaro

A mulher do fim do mundo
Dá de comer às roseiras,
Dá de beber às estátuas,
Dá de sonhar aos poetas.

A mulher do fim do mundo
Chama a luz com assobio,
Faz a virgem virar pedra,
Cura a tempestade,
Desvia o curso dos sonhos,
Escreve cartas aos rios,
Me puxa do sono eterno
Para os seus braços que cantam.

(Murilo Mendes. O visionário (1941))

Ode ao café ( companheiro)

Posted in Uncategorized on novembro 22, 2009 by Ana Bárbara Sousa

sob a xícara de louça branca a história
a moça no meio da pagina
junto da bôrra de café
sangue no Nilo
poeira cosmica na Senegal
aqui apenas a xícara a distrair as horas.

A xícara e o computador
comedores de palavras
entupidores de sentidos e carmas
detentores de destinos…

O café, a droga no ponto
forte, quente e amargo.
o companheiro de todas as horas
na frente mergulhosa dos computadores
no final da noite dos poetas,
depois do banho dos bebados,
cedinho no bar da esquina.

sem leite, sem espuminha, sem nada
apenas o sabor amargo das terras roxas.
É o companheiro,
onde acendo as ideias fébris e volto ao Barro Vermelho
o sonho da primeira infância
café de pilão, cheiroso e aromático.
Uma xícara de Brasil

Posted in Uncategorized on novembro 1, 2009 by Ana Bárbara Sousa

eu não sei quem sou
e talvez nuca saiba
porque o sol se esconde
bem enfrente a minha varanda
e a angústia que eu sentia voltou
meus sonhos se esgotaram
foram quem sabe habitar em outro ânimo
minha evida se perdeu em cortes e feixes sem cores
e não espero que a chuva sempre sagrada
faça florescer mais nada
não há lembranças boas
não há detalhes
apaguei o que podia ter sido bom
percebo distante que não existem alegrias
nem verdades
nem cuidados
só uma realidade, suja, dura e vã.
Hoje perto de mm
sinto coragem de olhar pros espaços vazios e perbê-los ansejando
um carinho que não virá.
Assim como não virão outonos, ventos e maios.
Porque nunca foram importantes , e talvez nunca tenham sido
a alegria está certamente do outro lado do rio
que ainda não atravessei, e nunca atravessarei, a fim e ao cabo nascer e morrer são atos solitários
aprendo hoje que viver também é.

o querer I

Posted in Uncategorized on outubro 17, 2009 by Ana Bárbara Sousa

Querer é fonte inesgotável
que tem mãos, pés e corre para o mundo….
brota do chão e se agiganta
na sutileza do gesto, no pensamento,
no deslumbramento das coisas vãs.