Ode ao café ( companheiro)

Postado em Uncategorized em Novembro 22, 2009 por Ana Bárbara Sousa

sob a xícara de louça branca a história
a moça no meio da pagina
junto da bôrra de café
sangue no Nilo
poeira cosmica na Senegal
aqui apenas a xícara a distrair as horas.

A xícara e o computador
comedores de palavras
entupidores de sentidos e carmas
detentores de destinos…

O café, a droga no ponto
forte, quente e amargo.
o companheiro de todas as horas
na frente mergulhosa dos computadores
no final da noite dos poetas,
depois do banho dos bebados,
cedinho no bar da esquina.

sem leite, sem espuminha, sem nada
apenas o sabor amargo das terras roxas.
É o companheiro,
onde acendo as ideias fébris e volto ao Barro Vermelho
o sonho da primeira infância
café de pilão, cheiroso e aromático.
Uma xícara de Brasil

Postado em Uncategorized em Novembro 1, 2009 por Ana Bárbara Sousa

eu não sei quem sou
e talvez nuca saiba
porque o sol se esconde
bem enfrente a minha varanda
e a angústia que eu sentia voltou
meus sonhos se esgotaram
foram quem sabe habitar em outro ânimo
minha evida se perdeu em cortes e feixes sem cores
e não espero que a chuva sempre sagrada
faça florescer mais nada
não há lembranças boas
não há detalhes
apaguei o que podia ter sido bom
percebo distante que não existem alegrias
nem verdades
nem cuidados
só uma realidade, suja, dura e vã.
Hoje perto de mm
sinto coragem de olhar pros espaços vazios e perbê-los ansejando
um carinho que não virá.
Assim como não virão outonos, ventos e maios.
Porque nunca foram importantes , e talvez nunca tenham sido
a alegria está certamente do outro lado do rio
que ainda não atravessei, e nunca atravessarei, a fim e ao cabo nascer e morrer são atos solitários
aprendo hoje que viver também é.

o querer I

Postado em Uncategorized em Outubro 17, 2009 por Ana Bárbara Sousa

Querer é fonte inesgotável
que tem mãos, pés e corre para o mundo….
brota do chão e se agiganta
na sutileza do gesto, no pensamento,
no deslumbramento das coisas vãs.

A água sempre descobre um caminho

Postado em Uncategorized em Setembro 4, 2009 por Ana Bárbara Sousa

O rio e o mar
seguem juntOs, sem que ninguém perceba,
confundindo maremoto e mansidão
pedaços de vida…pororoca
sol batendo a janela e
alvorada gritando.
Silenciosamente o
marujar das ondas…oculta a felicidade do entornar.

quem brincou de sonhar
não quer mais viver longe do mar.
e o rio sempre retoma seu curso,
e reinventa outro cais.

Algodão doce

Postado em Uncategorized em Agosto 14, 2009 por Ana Bárbara Sousa

Procuro fantasias no meu baú de sortilégios,
no meio da poeira da caixa quase aberta
mentiras….azuis, amarelas, e uma rima,
um verso que caiba como luva em mim.

as vezes desce a sombra da tarde, sobre os dias de sol, e as
horas são cinzas …
passa um avião e enterro a cabeça feito girafa.
Coisa nenhuma está no lugar
e você mora dentro em metástase.

sigo como bandeirante
atrás das suas entradas e….derradeiras.
sigo como água sempre buscando caminhos
agasalho inóquas esperanças

Amanhã vou acordar exaurida de você.
sim, amanhã seu perfume se espalhará pelo meu mundo.
que nem cheiro de algodão doce em porta de escola…
e então vou escolher a cor do seu amor.

ADAMS

Postado em Uncategorized em Julho 9, 2009 por Ana Bárbara Sousa

Mascar chicletes e andar por ai
até o sol revolver a terra
Misturar poeira e sal
Olhar o céu e ver as estrelas
Desenharem os destinos
Tatuando em nuvens desejos
Corações e nomes
Existem cheiros que ficam impressos
e que remontam quadros
Cheiro de terra molhada
Cheiro de mar
Cheiro da noite
Como chicletes Adams
Mascar chicletes e sair por ai
Repaginando antigas, longínquas madrugadas.

SENHORAS, SENHORITAS E MOCINHAS.

Postado em Uncategorized em Julho 9, 2009 por Ana Bárbara Sousa

Senhoras, senhoritas e mocinhas e seus cigarros amassados
Espalhados pelo quarto
Roupas rotas.
Pendurados do outro lado
Sapatos e sonhos
escondidos em nuvens, lá onde estrelas
buscam idéias vagas, idéias velhas e discrepâncias.

Em becos, mulheres choram por crianças mortas.
E fazem força para parirem outras, acreditando em qualquer coisa para aliviar a
dor.

Cigarro, maconha, cachaça,ópio,qualquer coisa para acordar melhor.
vingança,tiroteio ou como úlimo recurso lembrar apenas uma oração.
E que venha esse Deus bom, que perdoa tudo.

Cigarros amassados
Poesia no chão e legumes na mesa
É hora do almoço.

O outono virá de novo

Postado em Uncategorized em Junho 30, 2009 por Ana Bárbara Sousa

Quando fechar aquela porta
lembre de levar o tempo escorrido entre os dedos
de entregar cds, aneis, livros,corações e postais
entregue também parte de mim mesma
escondida aí na lapela de seu palitó

aquele pedaço de mim que caiu na escada ficou guardado na gaveta
aqui, me fazendo lembrar você
poemas, ibiscos e sombreados;
esqueça a terna saudade de ventos

deixe que passe o frio, e seque a chuva dos meus olhos
deixe que passe o som…
deixe que se apague a tatuagem
guardada sob a blusa bege…

e se não acordar para dizer adeus
se não te levar até a porta, não repare
prometo que não vou chorar estrelas,
não vou dormir nunca mais, nem
bocejar de tédio.

vou beber a felicidade de ter tido
você para mim, pelo tempo que durou
de ouvir seu riso solto pela casa
de dividir planos, sonhos e cama.

que seja o que te ver que ser,
e se isso foi amor, tanto melhor
se não foi também nao lamento
o outono virá de novo. Abençoando tudo.

Postado em Uncategorized em Junho 26, 2009 por Ana Bárbara Sousa

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A socialização dos olhos nos olhos de Chico…lindo, perfeito.

Valsa

Postado em Uncategorized em Junho 25, 2009 por Ana Bárbara Sousa

Sou uma valsa brasileira
correndo contra o tempo
escorregando em versos
bailando estradas e avessos.

Valsa antiga….
furacão em catavento,
auroras em delivery
sonhos em delivery
sentimentos, e visões de aquário.